Embalo de sábado à noite 02/28/2009
Posted by charlesnisz in música.Tags: beggars blanquet, brian jones, cocaína, drogas, exile on main street, heroína, hospital, keith richards, let it bleed, mick jagger, miss you, overdose, rolling stones, satisfaction, sister morphine, sticky fingers
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Sister Morphine é a oitava música do álbum Sticky Fingers, dos Rolling Stones. O disco, lançado em 1971, é o 13o na carreira da banda. Ao lado de Beggars Banquet, Let It Bleed e Exile On Main Street – todos eles produzidos no período 1968-1972, é um dos quatro melhores compactos dos Stones. Em suma, é o auge da trupe de Mick Jagger e cia.
Muita gente tem como música preferida baladas como I`m free, Miss you, Can`t you hear me knocking (também do Sticky Fingers) e Satisfaction. Gosto mais de Sister Morphine. Não é uma melodia simples, mas é uma vívida e horripilante descrição sobre o abuso de drogas. A gente quase consegue ver os momentos finais do viciado na cama do hospital.
A música reflete bem o momento vivido pelos Stones e sua relacão com as drogas. Brian Jones, um dos guitarristas, fora encontrado morto menos de três anos antes, Marianne Faithfull quase morreu de overdose ao descobrir (mais) uma traição de Jagger. Para não falar de Keith Richards, enfiado na heroína e na cocaína. Momentos em que a arte imita a vida.
Sister Morphine
Here I lie in my hospital bed
Tell me, Sister Morphine, when are you coming round again?
Oh, I don’t think I can wait that long
Oh, you see that I’m not that strong
The scream of the ambulance is sounding in my ears
Tell me, Sister Morphine, how long have I been lying here?
What am I doing in this place?
Why does the doctor have no face?
Oh, I can’t crawl across the floor
Ah, can’t you see, Sister Morphine, I’m trying to score
Well it just goes to show
Things are not what they seem
Please, Sister Morphine, turn my nightmares into dreams
Oh, can’t you see I’m fading fast?
And that this shot will be my last
Sweet Cousin Cocaine, lay your cool cool hand on my head
Ah, come on, Sister Morphine, you better make up my bed
‘Cause you know and I know in the morning I’ll be dead
Yeah, and you can sit around, yeah and you can watch all the
Clean white sheets stained red.
Veja o clipe da música
Um liberal clássico 02/27/2009
Posted by charlesnisz in economia.Tags: bancos, brasil, cambridge, capitalismo, ciclos, comércio, costa e silva, crédito, delfim netto, economia, expectativa, fea, flutuações, medici, mercadorias, mercados, moeda, oferta, per capita, pib, pré-historia, procura, regulação, riqueza, serviços, teoria, trabalho, usp, vida
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Delfim Netto é uma figura emblemática dos últimos 40 anos da Economia brasileira. Ministro da Fazenda entre 1967 e 1974, nos governos Costa e Silva e Médici, Delfim é professor emérito da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA). No último dia 17, ele ministrou a aula inaugural da FEA.
Na palestra, o professor falou sobre pontos básicos da teoria econômica. Mostrou como a divisão do trabalho – ainda na pré-história – aumentou a produtividade humana. Os mercados surgem a partir da necessidade de realizar as trocas e aumentar a utilidade de todos os trabalhos. Moeda, crédito e bancos são invenções também criadas na esteira dessas mudanças – facilitam o comércio e facilitam a percepção do valor das mercadorias.
De um lado temos os produtores, oferecendo mercadorias e serviços e de outro, consumidores oferecendo a força de trabalho e comprando esses mesmos produtos. Oferta e procura, a mais fundamental dentre as leis econômicas. Na piada feita por Delfim, “se você entendeu a lei da oferta e da procura, pode ser PhD em Economia por Cambridge“.
A equação não é tão simples e o palestrante sabe disso. A necessidade de regulação da economia é prova dessa complexidade. Bom liberal que é, Delfim faz a defesa do capitalismo. Em 300 anos, o sistema capitalista aumentou em 50 vezes a riqueza disponível no mundo. Também triplicou a expectativa de vida – de 25 anos para os atuais 78 anos.
Entretanto, o capitalismo não conseguiu descobrir uma maneira de distribuir a riqueza gerada de modo minimamente igualitário. Daí a importância do Estado, explicou Delfim. Ele deve garantir condições de saída iguais na competição econômica e tem a missão de reduzir as flutuações causadas pelos ciclos econômicos.
Segundo Delfim, o Brasil exemplifica essa desigualdade. Apesar de possuir o nono PIB do planeta, nosso país tem apenas o 75o PIB per capita do globo. Ou seja, até a FEA agora admite a necessidade do Estado na regulação da economia e com a tarefa de lutar contra a desigualdade. Só falta os EUA admitirem a nacionalização dos bancos.
Para (re)começar o ano 02/26/2009
Posted by charlesnisz in conversa.Tags: brasil, carnaval, delfim netto, usp
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Cobertura de carnaval durante seis dias, dificuldade de acesso à Internet, dentre outros problemas, tornaram a atualização deste blogue intermitente. Não esqueci que estou devendo o post sobre a palestra do Delfim Netto na USP e responderei aos comentários.
Conte o que você achou de interessante nas suas leituras, conversas e andanças por aí, nesta semana em que o blogueiro cobriu os festejos de Momo. Se é verdade que “o Brasil só funciona depois do Carnaval“, até amanhã!
PS – poste o link para as matérias ou posts encontrados por aí
Declaração de amor 02/23/2009
Posted by charlesnisz in crônica.Tags: arte, bairros, brasil, butantã, cidade jardim, conversa, cultura, esportes, jardins, nove de julho, paixão, pinheiros, rebouças, sao paulo, vital brasil
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Quando todos gostam de admirar seus traços mais objetivos, eu prefiro me deter em tuas curvas. Muitos te preferem à noite. Sou fascinado por ver o dia amanhecer ao teu lado, com a tênue luz da alvorada a delinear você. A tua agitacão e dinamismo me impressionam. Não nos falta assunto para conversar: esportes, política, religião, trabalho, arte.
Mas eu não sou só elogios. Muitas vezes impaciento-me com teus defeitos. Você é imprevisível, volúvel e geniosa. Como convém a uma mulher tão dona de si. Nessas horas, penso em te deixar sem sequer olhar para trás. Procurar a companhia de alguém mais calma e tranquila.
Então lembro do nosso primeiro encontro. Era um sábado de manhã, em outubro de 1998. O dia estava nublado, eu estava com pressa e mal conversamos. Naquele dia, caí de amores por você. Mas confesso: eu já tinha me apaixonado muito antes.
O destino foi malvado e nos separou por mais seis anos. Entre 1999 e 2004, nos veríamos outras vezes. Sempre de passagem, de forma rápida e fugaz. Estar longe de você custava muito, coisa de doer no peito. Quando resolvi todos os problemas, logo fui ao teu encontro.
Você estava linda naquele 28 de fevereiro de 2005. Tuas cores brilhavam ainda mais na minha retina, refletidas no sol de fim de tarde. Nada mais iria nos separar. O ínicio foi bastante difícil: eu precisava arrumar emprego e a sua paciência era curta. Depois, as coisas se ajeitaram e estamos juntos desde então.
Saiba que eu nunca mais vou te deixar. Teu modo caótico de ser me deixa nervoso de vez em quando. Mas você sabe que, dentre todos os que te cohecem, eu sou dos que menos reclama. Dos teus fãs, devo ser o número um. Eu te amo São Paulo.
Motivação
No próximo sábado, (28) completam-se quatro anos da minha chegada a São Paulo. Explico a inspiração para essa crônica: por conta do carnaval, estou dando plantão de madrugada. Hoje, quando saí da redação, o relógio mostrava seis da manhã. Fui brindado por um dos amanheceres mais lindos da minha vida.
Do trabalho até em casa, o trajeto passou pelas avenidas Cidade Jardim, Nove de Julho, Brasil, Rebouças e Vital Brasil. Se você conhece São Paulo, sabe que essas avenidas passam pelos bairros Jardins, Pinheiros e Butantã. Sou fã da zona oeste. Me conte a sua história com a terra da garoa. Qual o seu canto preferido da cidade?
Embalo de sábado à noite 02/21/2009
Posted by charlesnisz in música.Tags: 1982, carnaval, enredo, gilles, império serrano, samba, tele santana, villeneuve
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O ano era 1982 – o mesmo da seleção de Telê Santana e de Gilles Villeneuve. Mas, aproveitando o reinado de Momo, quero lembrar outro evento também acontecido 27 anos atrás. O evento é o samba-enredo vencedor do carnaval carioca daquele ano. Bumbum paticumbum prugurundum deu o título do carnaval de 1982 para a Império Serrano. É uma homenagem ao Rio de Janeiro e ao próprio samba.
Para vencer, a Escola apostou em alegorias pensadas para brilhar ao sol – a escola foi a última a entrar na avenida, com um samba contagiante, de letra simples. Isso conquistou a Marquês de Sapucaí e o público cantou junto durante o desfile. E você, gosta de qual samba-enredo ou marchinha de carnaval?
Bumbum paticumbum prugurundum
Bumbum paticumbum prugurundum
O nosso samba minha gente é isso aí, é isso aí
Bumbum paticumbum prugurundum,
Contagiando a Marquês de Sapucaí (Eu enfeitei )
Enfeitei meu coração (enfeitei meu coração )
De confete e serpentina
Minha mente se fez menina
Num mundo de recordação
Abracei a coroa imperial, fiz meu carnaval,
Extravasando toda a minha emoção
Óh, Praça Onze, tu és imortal
Teus braços embalaram o samba
A sua apoteose é triunfal
De uma barrica se fez uma cuíca
De outra barrica um surdo de marcação
Com reco-reco, pandeiro e tamborim
E lindas baianas o samba ficou assim
Com reco-reco, pandeiro e tamborim
E lindas baianas o samba ficou assim
E passo a passo no compasso o samba cresceu
Na Candelária construiu seu apogeu
As burrinhas, que imagem, para os olhos um prazer
Pedem passagem pros moleques de Debret
As africanas, que quadro original
Iemanjá, Iemanjá, enriquecendo o visual( Vem meu amor)
Vem, meu amor, manda a tristeza embora
É carnaval, a folia, neste dia ninguém chora
Super Escolas de Samba S/A
Super-alegorias
Escondendo gente bamba
Que covardia!
PS – Para assistir ao vídeo, clique aqui.
Energia e desperdício 02/20/2009
Posted by charlesnisz in atualidade.Tags: apagão, crescimento, desperdício, eólica, economia, elétrica, energia, gás, nuclear, termoelétrica, usina
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O fantasma do apagão, surgido no fim dos anos 90, ainda ronda o Brasil. Um artigo de Roberto Smeraldi, diretor da entidade ambientalista Amigos da Terra mostra os equívocos e a falta de informação na consulta pública sobre o Plano Decenal de Energia. Smeraldi tem mais de 20 anos de Brasil e não é um desavisado no assunto.
A principal crítica do jornalista é a falsa dicotomia entre hidrelétricas na Amazônia e termoelétricas. A discussão parte da falsa premissa de que as hidrelétricas poluiriam menos que as usinas movidas a carvão ou gás. Itaipu foi uma dádiva da natureza para o Brasil, explica ele: devido às condições de localização e queda ela emite apenas 0,6% dos poluentes de uma equivalente movida à carvão.
Mas, na Amazônia, a mesma relação entre as emissões de poluentes não se verificam. No caso da usina de Tucuruí (PA), as emissões são equivalentes a de uma usina movida a gás. Ou seja, é um contrasenso erguer um colosso de concreto no meio da selva amazônica.
Para cada região do País, os especialistas em energia deveriam fazer um inventário geológico, hidráulico, populacional, e da vegetação, e então decidir qual é a matriz energética mais adequada para o local. Resumindo, nenhuma fonte de energia é boa ou má a priori. O Leste Europeu usa o gás; a França, as pequenas centrais hidrelétricas; países como a Suécia e o Japão, a energia nuclear. No caso brasileiro, ainda há a possibilidade de combinar o uso de carvão, gás, hidrelétricas e biocombustíveis.
Entretanto, há outro inimigo tão poderoso quanto o desconhecimento do tema: o desperdício. Somente na distribuição, perdemos 20% da energia produzida. Com essa energia, poderíamos abastecer os estados de Minas Gerais, Bahia, Ceará e Pernambuco. É muito desperdício. Para efeito de comparação, a Alemanha desperdiça apenas 3% da energia produzida.
Não dá para ignorar um tema tão fundamental quanto a energia. Ainda mais quando estamos diante de uma crise econômica e se faz necessária a manutenção do crescimento. Fosse eu um cínico, diria que a crise veio em boa hora: se o Brasil crescesse mais de 5% por mais meia década e teríamos um novo apagão em 2012.
E agora, jornal? 02/19/2009
Posted by charlesnisz in jornalismo, poesia.Tags: drummond, foca, freela, imprensa, jornal, jornalismo, poema, poesia, prensa, tinta, web
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Paródia do poema de Carlos Drummond de Andrade. A autoria é de Élton Bezerra:
E agora, jornal?
A web chegou,
A tinta secou,
O blog surgiu,
A prensa parou,
E agora, jornal?
E agora, você?
Você que tem nome,
Que impõe a verdade,
Você que traz temas,
Que faz e acontece,
e agora, jornal?
Está sem anúncio,
Está sem dinheiro,
Está sem leitor,
Já não pode crescer,
Já não pode empregar,
imprimir já não pode,
A prensa parou,
O foca não veio,
O freela não veio,
O dono não veio,
Não veio a idéia
E tudo acabou
E tudo fugiu
E tudo mofou
E agora, jornal?
E agora, jornal?
Seu belo design,
Seu transe de fúria,
Seu furo na capa,
Seu ponto de vista,
Seu homem do ano,
Seu teto de vidro,
Sua contradição,
Sua ira – e agora?
Com o pires na mão,
Quer pedir socorro,
Não existe socorro;
Quer pôr no papel,
O papel tá caro;
Quer fugir da crise,
A crise é profunda.
Jornal, e agora?
Se você falasse,
Se você vivesse,
Se você tomasse
Do lápis do amanuense,
Se você partisse,
Se você fechasse,
Se você cedesse…
Mas você não cede,
Você é duro, jornal!
Sozinho na banca
Qual fato passado,
Sem onisciência,
Sem governo algum
Para te ajudar,
Sem festa qualquer
Para espairecer,
Você roda, jornal,
Jornal, pra onde?
Picadinho na terça-feira 02/17/2009
Posted by charlesnisz in conversa.Tags: delfim netto, economia, kanitz, sustentabilidade, veja
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Uma série de compromissos profissionais/pessoais causaram a dimunuição das postagens por aqui. Peço desculpas. Para complicar um pouco mais as coisas, uma forte gripe me deixou bastante mal.
Hoje assistirei uma palestra do Delfim Netto na Faculdade de Economia e Administração (FEA), aqui na USP – farei um post sobre o encontro, prometo. Dadas as circunstâncias, vou fazer uma relação de links bacanas encontrados na navegação de hoje:
O primeiro deles é um blog sobre sustentabilidade: Sustentável é pouco. Jornalista da Superinteressante, o Denis Russo topou o desafio de debater o tema Dica do Pedro Dória.
Stephen Kanitz é um dos poucos colunistas de Veja a ter o meu respeito. Por isso, indico o Brasil que dá certo. A coluna semanal na revista não deu conta da repercussão dos artigos escritos por Kanitz e ele agora terá um blogue diário. Dica do Luiz Carlos Azenha.
Jornalismo de utilidade 02/16/2009
Posted by charlesnisz in jornalismo, viagem.Tags: carnaval, economia, jornalismo, malas, Tecnologia, viagens
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Jornalismo bom serve para informar o leitor de novidades ou fazer prestação de serviços. Como informação é matéria abundante nos dias atuais, fico com a segunda opção. Essa maneira de enxergar a profissão começou no primeiro laboratório da faculdade, o Notícias do Jardim São Remo.
À época, tinhamos a obrigação de preencher uma página inteira com dicas de atendimento médico, jurídico, ou qualquer outro serviço disponível para a comunidade localizada atrás da USP, na zona oeste de São Paulo. A experiência marcou fortemente o Jornalismo econômico e de tecnologia que eu iria desenvolver depois.
Lendo a Folha de S. Paulo do último sábado, achei uma matéria sobre malas para viagens curtas. O gancho do teste é a proximidade do carnaval. As malas avaliadas são pequenas, para serem colocadas no compartimento interno do ônibus ou do avião.
Gostei da escolha editorial do caderno Vitrine, ainda que eu não vá viajar no carnaval – vou dar plantão nas seis noites do reinado de Momo. Você vai viajar no carnaval? Qual serviço ou produto você gostaria de ver avaliado ou testado pelos jornais?
Embalo de sábado à noite 02/14/2009
Posted by charlesnisz in música.Tags: amor, clive owen, closer, contradições, damien rice, filme, jude law
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Ontem revi Closer pela segunda vez. As atuações de Jude Law e Clive Owen são boas e o roteiro é sensacional - não tem uma visão maniqueísta do amor e mostra as contradições inerentes ao ser humano com crueza. O filme me causa uma sensação de deja vú e remexe em situações vividas há alguns anos atrás.
Gosto muito da música-tema, pois ela tem uma letra linda e uma melodia fácil de lembrar. Tradução aqui.
The blower’s daughter
And so it’s
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it’s
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can’t take my eyes of you
I can’t take my eyes of you
I can’t take my eyes of you
I can’t take my eyes of you
I can’t take my eyes of you
I can’t take my eyes…
And so it’s
Just like you said it should be
We’ll both forget the breeze
Most of the time
And so it’s
The colder water
The blower’s daughter
The pupil in denial
I can’t take my eyes of you
I can’t take my eyes of you
I can’t take my eyes of you
I can’t take my eyes of you
I can’t take my eyes of you
I can’t take my eyes…
Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can’t take my mind of you
I can’t take my mind of you
I can’t take my mind of you
I can’t take my mind of you
I can’t take my mind of you
I can’t take my mind…
My mind…my mind…
Until I find somebody new
PS – Clipe da música com cenas do filme. Conte qual é seu tema de filme preferido
