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Réquiem para um jornal 05/30/2009

Posted by charlesnisz in atualidade, economia.
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Nessa sexta-feira (29), circulará a última edição da Gazeta Mercantil. O jornal criou um modelo de cobertura para as notícias econômicas e políticas (leia mais). Agora, a gente não pode dizer que a crise dos jornais não chegou aqui.

Também é lamentável o caso dos livros didáticos utilizados em São Paulo. Entra secretário, sai secretário e a coisa só piora. Nassif tem um extenso post sobre o assunto (leia mais); no Twitter é Marcelo Soares quem faz uma ótima cobertura com a tag #livromau.

Para quem gosta de Matemática Financeira: Nassif faz uma série de post com tutoriais sobre o tema. O último post sobre o assunto é a simulação de financiamentos pela tabela Price (leia mais).

Quer saber como vivem os 200 mil brasileiros em Londres? Assista ao Canal Londres, com vídeos produzidos pelos imigrantes na terra da Rainha (leia mais). Acredito que muitos jovens irão assistir, pois a capital inglesa é um dos destinos mais procurados por intercanbistas. Sem falar na importância econômica da imigração:  eles enviaram US$ bi ao Brasil só em 2008.

Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, foi reclamar dos colegas de ministério para Lula (leia mais). Segundo Minc, os acordos sobre o meio ambiente são descumpridos pelas outras pastas. O meio ambiente ainda é visto como entrave ao desenvolvimento.  Caso resista, Minc vai cair do mesmo jeito que Marina saiu do MMA.

Pergunta: se a GM for nacionalizada, o que acontecerá com a subsidiária brasileira da montadora? Para ver uma (acalorada) discussão sobre o assunto, leia mais aqui.

Embalo de sábado à noite 05/30/2009

Posted by charlesnisz in música.
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A inspiração para postar essa música veio do filme Curtindo a vida adoidado (leia mais). É a minha balada preferida dos Beatles (leia mais).

Twist and shout
Well, shake it up baby now
Twist and shout
Come on, come on, come, come on baby now
Come on and work it on out
Well work it on out, honey
You know you look so good
You know you got me goin’ now
Just like I knew you would

Well, shake it up baby now
Twist and shout
Come on, come on, come, come on baby now
Come on and work it on out
You know you twist, little girl
You know you twist so fine
Come on and twist a little closer now
And let me know that you’re mine, woo

Ah, ah, ah, ah
Yeah, shake it up baby now
Twist and shout
Come on, come on, come, come on baby now
Come on and work it on out
You know you twist, little girl
You know you twist so fine
Come on and twist a little closer now
And let me know that you’re mine
Well shake it, shake it, shake it baby now
Well shake it, shake it, shake it baby now
Well shake it, shake it, shake it baby now
Ah, ah, ah, ah

Clique aqui para ver a cena do filme com a música.

O risco da apreciação cambial 05/28/2009

Posted by charlesnisz in economia.
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Muita gente deve estar se perguntando o por quê da queda do dólar. A explicação, de modo simplificado, estão ligadas às taxas de juros no Brasil. Apesar da queda verificada nos últimos meses, a taxa brasileira ainda é atraente para os investidores especulativos (leia mais).

O Nassif postou uma longa explicação sobre o assunto, mostrando por que a política cambial do Banco Central não protege o país contra os especuladores e acaba sendo danosa à economia (leia mais). É interessante notar como essa discussão se arrasta desde 2003.

Luciano Coutinho, presidente do BNDES, defende medidas para desvalorizar o real sem mexer no regime de câmbio flutuante (leia mais). Mas Coutinho não explicitou quais seriam essas medidas. Para não mexer no regime cambial, só há uma saída: derrubar os juros.

Mais sobre os gastos públicos: no Valor Econômico da última quinta-feira (28), Carlos Lessa faz boas ponderações sobre o tema (leia mais). O artigo completo está aqui.

PS – a coluna de Nassif na sexta-feira (29) aborda novamente o tema da apreciação cambial (leia mais).

Petrobrás sob os olhos do mundo 05/27/2009

Posted by charlesnisz in economia.
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O Financial Times dedica matéria à Petrobrás (leia mais). Segundo o jornal inglês, as reservas do Brasil podem ter o mesmo efeito das descobertas no Mar do Norte nos anos 70. O petróleo europeu salvou o mundo na crise dos anos 70. O Brasil é o futuro da América Latina em termos de combustíveis fósseis, diz o FT.

Mas o jornal alerta para o risco de acontecer no Brasil o mesmo acontecido na Venezuela e México. O Financial Times teme que as reservas do pré-sal sejam mal-geridas. Mas como bem aponta o Azenha (leia mais), há erros na matéria.

O principal deles, cometido ao discutir os motivos da necessidade mexicana de importar petróleo. Não foi má gestão, as reservas simplesmente acabaram. Já na Venezuela, a gestão foi ruim por que privilegiou os interesses dos compradores – no caso, os EUA.

Tanto Nassif quanto Azenha resolveram discutir a carga tributária. O primeiro discute a concepção de gasto público, estabelecendo ligações com a taxa de juros, os gastos com o funcionalismo público e com programas sociais (leia mais). O segundo discute a metodologia do “impostômetro” – dizendo haver erro na fórmula usada para calcular os tributos pagos (leia mais).

O spread bancário merece um post longo do Nassif (leia mais). Ainda que a coluna publicada no Valor tenha sido escrita pelo economista da Febraban, há detalhamento dos componentes do spread bancário. A coluna do próprio Nassif discute as relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e China (leia mais).

Post curtinho, também no Nassif, repercute iniciativas de inclusão digital da Telefônica em São Paulo (leia mais). Depois de fisgar as classes mais altas, o foco agora são as classes C e D – o serviço deve custar R$ 30, já com o modem incluído.

Diferentes tipos de fumaça 05/26/2009

Posted by charlesnisz in meio ambiente.
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A frota de caminhões tem, em média, duas décadas de uso.  No México, o governo apoiou a renovação da frota. Pensando no meio ambiente e na recuperação das montadoras, um leitor do Nassif sugere medida semelhante por aqui (leia mais).

Já o Serra, além de emplacar a lei antifumo, agora quer que as pessoas dedurem quem descumprir a medida. Mesmo concordando com a lei, não acho saudável o clima de denuncismo caso as pessoas sejam incentivadas a denunciar os fumantes. Sem falar na perda de privacidade ao ser fotografado fumando (leia mais).

O movimento Nossa São Paulo pressiona os vereadores para que aprovem a Política de Mudança do Clima de São Paulo. Criado pelo poder executivo, o programa tem as seguintes medidas:

  • Redução de 30% das emissões de gases de efeito estufa na cidade até 2012;
  • Prefeitura só poderá contratar obras que empreguem uso de madeira certificada e legalizada.
  • Redução dos combustíveis fósseis no transporte público em 10% por ano a partir de 2008 e a substituição integral em toda a frota a partir de 2017;
  • Ampliação da oferta e estímulo ao uso de transporte público, principalmente os de menor potencial poluidor, priorizando a rede ferroviária, metroviária, de trólebus, e outros meios de transporte utilizadores de combustíveis renováveis;
  • Ampliação de infra-estrutura para o uso de bicicletas;
  • Implantação de faixas exclusivas para veículos com dois ou mais ocupantes nas rodovias e vias principais ou expressas;
  • A concessão de licenças ambientais para grandes empreendimentos condicionadas a medidas compensatórias ambientais;
  • Prefeitura vai reduzir o custo da construção acima do limite para empreendimentos que usarem energias renováveis;
  • A instalação de 96 ecopontos (um por distrito) – locais de entrega de entulho e material reciclável – que atualmente são em 32.
  • Condomínios, shoppings e outros conglomerados deverão instalar coleta seletiva;
  • Prefeitura deverá implantar a coleta seletiva de resíduos em toda a cidade.

Na roda viva com Luciano Coutinho 05/25/2009

Posted by charlesnisz in economia.
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O trânsito estava bom e não demorou muito a chegar até o estúdio da TV Cultura, no bairro da Água Branca,  zona norte de São Paulo. Estava ansioso dentro do jeans, camisa social vermelha e blazer preto. Enquanto checava emails e o twitter com as sugestões de perguntas para o entrevistado do Roda Viva, beliscou uns petiscos e exercitou seu vício em café.

Papo curtinho com a Cármen Lúcia explicando como seria a cobertura da entrevista no Twitter e falando sobre a provável temática: investimentos, crédito para pequenas empresas e quais os nomes cotados para assumir a presidência do Banco Central.

Na bancada, a companhia da Carol Marcondes e do Kleyson. Programa de televisão tem uma tensão muito maior do que a cobertura para impresso ou jornal online. Fica difícil acompanhar as respostas e ao mesm tempo, passar o clima dos bastidores.

Coutinho começou pela previsão de crescimento para 2009: os mesmos 1% previstos pelo Ministério da Fazenda. Para manter esse crescimento, só a demanda do consumidor não basta. Será preciso contar com o investimento do governo em infraestrutura. Investimento em energia no complexo do Tapajós é um exemplo.

Em momentos de crise, a grande dificuldade é conseguir gerir os riscos e tornar os projetos atraentes aos investidores, explicou o presidente do BNDES. Os juros devem cair ainda mais, segundo Coutinho, pois os juros do BNDES ainda são altos quando comparados às taxas dos bancos de investimentos similares no resto do mundo.

A questão inicial do segundo bloco do programa foi sobre os investimentos externos do BNDES. Equador, Venezuela e Cuba foram os países abordados pelos entrevistadores Sérgio Malbergier (Folha), Sonia Racy Estadão), Mario Gamez (IstoÉ) e Denise Neumann (Valor).

Quando o BNDES investe no exterior, o financiamento NÃO é para o país recebedor do serviço, mas para a empresa executora – geralmente brasileira. O foco é gerar empregos no Brasil. Caso seja o país a fazer o empréstimo, somente após a entrega do serviço é que o crédito volta ao banco.

Coutinho explicou o mecanismo de pagamento. Há um sistema de garantia em dinheiro de um fundo dos bancos centrais da ALADI (Associação Latino Americana de Integração).  Ou em algum recurso disponível pelo país que pede o empréstimo. A Venezuela oferece petróleo. Cuba oferece… charutos?

De acordo com Coutinho, foi a ALADI foi quem demoveu o Equador da idéia de dar calote no BNDES – e em 40 anos, o BNDES recebeu todos os empréstimos feitos na América Latina. Mesmo nos empréstimos internos, a inadimplência é irrisória – apenas 0,15% dos financiamentos deixam de ser pagos.

Luciana Seabra – do Economia Clara – também fez um post sobre o programa. Via bate-papo, ela perguntou a Coutinho sobre linhas de crédito para pequenas empresas. Os juros para esses empreendedores é de 12% a.a. Como o BNDES não tem capilaridade, para obter esses empréstimos, o empresário deve procurar o seu banco privado e pedir o seu cartão BNDES. O valor do crédito para pequenas empresas deve chegar a R$ 19 bi em 2009.

Também foi abordada a ajuda para empresas que perderam por apostar em fundos de risco nas Bolsas. Coutinho negou que isso seja “socializar prejuízos”. Para ele, a ajuda do governo americano à GM é “política industrial”.  É um ponto controverso, pois a ajuda à montadora é muito diferente da ajuda dada pelo BNDES à empresas que apostaram na Bolsa aqui no Brasil.

Bem articulado, Coutinho soube se defender dos ataques, liderados pela Sônia Racy. A repórter do Estadão, deu um show a parte. Perguntou, exigiu tréplica, reclamou, roeu as unhas de tamanha tensão.

Embalo de sábado à noite 05/23/2009

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Mudando um pouco o tom, vamos deixar o sábado ser embalado pela MPB. A bela letra e a voz de Emílio Santiago são as principais qualidades da música de hoje.

Verdade chinesa

Era só isso
Que eu queria da vida
Uma cerveja
Uma ilusão atrevida
Que me dissesse
Uma verdade chinesa
Com uma intenção
De um beijo doce na boca…

A tarde cai
Noite levanta a magia
Quem sabe a gente
Vai se ver outro dia
Quem sabe o sonho
Vai ficar na conversa
Quem sabe até a vida
Pague essa promessa…

Muita coisa a gente faz
Seguindo o caminho
Que o mundo traçou
Seguindo a cartilha
Que alguém ensinou
Seguindo a receita
Da vida normal…

Mas o que é
Vida afinal?
Será que é fazer
O que o mestre mandou?
É comer o pão
Que o diabo amassou?
Perdendo da vida
O que tem de melhor…

Senta, se acomoda
À vontade, tá em casa
Toma um copo, dá um tempo
Que a tristeza vai passar
Deixa, prá amanhã
Tem muito tempo
O que vale
É o sentimento
E o amor que a gente
Tem no coração…

(Repetir a letra)

(Final):
Senta, se acomoda
À vontade, tá em casa
Toma um copo, dá um tempo
Que a tristeza vai passar…
Deixa, prá amanhã
Tem muito tempo
O que vale
É o sentimento
E o amor que a gente
Tem no coração…(2x)

Para ver o clipe, com legendas em espanhol, clique aqui

Luciano Coutinho no Roda Viva 05/22/2009

Posted by charlesnisz in blogosfera, economia.
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Na próxima segunda-feira (25), Luciano Coutinho, presidente do BNDES, será o entrevistado do Roda Viva. O programa da TV Cultura terá início às 9:30 e terá transmissão pela Internet, neste link.

Este blogador será um dos twitteiros na bancada e fará uma cobertura dos bastidores do programa. Os usuários promovem debates paralelos e isso cria vários níveis de informação ao público.

Aceito sugestões de perguntas para o presidente do BNDES. China, Petrobrás, fincanciamento, crédito para escapar da crise devem ser alguns dos temas a serem abordados, aposto.

Feito bolha de sabão 05/21/2009

Posted by charlesnisz in economia.
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GM receberá mais ajuda financeira do governo norte-americano, segundo matéria do New York Times reproduzida pelo Nassif (leia mais).  A ajuda é necessária, mas levanta uma questão interessante, assunto de outro post do Luís Nassif. 

Inspirado pela coluna de hoje do Martin Wolf no FT, Nassif pergunta se a crise é mesmo definitiva ou apenas mais um tropeço num  processo inerente ao movimento cíclico do capitalismo (leia mais). Quais as consequências dessa crise do crédito?

  • Haverá mais protecionismo, como em 1929
  • Desvalorizações cambiais, para equilibrar a balança comercial

No entanto, o Brasil parece estar jogando mais uma oportunidade de crescer na crise, pois a política monetária do BC só faz apreciar o real diante do dólar.

A relação dos efeitos da crise com a ajuda à GM está no fato que a ajuda pode estar mascarando uma nova bolha. Mais regulação seria a única maneira de coibir fluxos especulativos. Mas a lentidão das medidas dos governos mundo afora e a rapidez dos gestores dos fundos de investimento matou essa chance.

A demora dos governos em agir e a possibilidade de operar nos mercados de commodities deu fôlego aos especuladores – vide o acúmulo de estoques por parte da China. Mais dia, menos dia a bolha estoura de novo.

Falando nos chineses, uma discussão interessante sobre o acordo da Petrobrás com a China (leia mais). Diferentemente da imagem que a imprensa tentou passar, o empréstimo de US$ 10 bilhões foi vantajoso para o Brasil. É só comparar com acordo similar, feito pela Rússia.

Segundo matéria do Estadão, publicada em fevereiro (leia mais), a Rússia receberá US$ 25 bilhões e fornecerá 300 mil barris/dia durante 20 anos e o Brasil fornecerá 150 mil barris/dia durante 10 anos. O Brasil receberá US$ 14,24 por barril; a Rússia, US$ 11,57.

Hoje não tem economia 05/20/2009

Posted by charlesnisz in Tecnologia, atualidade, blogosfera.
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Antes que termine o dia, o post de hoje. O post quase não sai por causa de uma reunião até o meio-dia e a entrega da dissertação. Mas vamos aos links do dia:

Matéria do Globo sobre os chamados nativos digitais. É a alcunha usada para chamar a geração nascida em meio a MSN, blogs e Twitter (leia mais). A melhor constatação sobre isso vem já no título. Essas ferramentas estão mudando a comunicação humana.

A percepção da opinião pública norte-americana sobre a relação entre EUA e Israel é tema de matéria do “The Nation”, traduzida pelo Azenha (leia mais). O abismo ideológico entre democratas e republicanos é maior do que se pensa.

Evo Morales sanciona lei obrigando os jornais bolivianos a cederem espaço para os jornalistas expressarem suas opiniões livremente. É uma medida para resgatar a chamada “coluna sindical”. É garantir o “outro lado” na marra (leia mais). Mesmo discordando do método, aprovo a medida. Os jornais tendem a defender os interesses das classes dominantes instintivamente.

Projeto de alunos de Arquitetura da UFMG para melhoria de favelas é premiado na Dinamarca e sumariamente ignorado no Brasil (leia mais). Descobri a notícia no blogue do Nassif. Para entrar no site do projeto, clique aqui .

Nassif explica direitinho a fusão entre Sadia e Perdigão (leia mais). E o Azenha tem charges divertidas para quem está contra a CPI da Petrobrás (leia mais).